E aê, blz? Fmz é nóis. Recentemente realizei um sonho que achava que não seria mais possível. Ganhei uma medalha! E por isso ando meio orgulhoso, na verdade corro meio orgulhoso. Participei de uma corrida de rua, onde completei os 5 km, em 32 minutos, sem beber água e sem dar aquela caminhada, tipo marcha atlética. Ok... foi só uma medalha e honra ao mérito, mas caraca... depois de visitar médicos por causa de problemas de saúde e tal (veja o post “Mente sã, corpo são”)... mano estou me sentindo o atleta profissional.
Sério... me diverti tanto nessa corrida que resolvi postar no “blog” essa experiência. Calma isso não é um texto motivacional, Eu disse que me diverti e não que gostei. Se você nunca participou de uma prova dessas, você não imagina as coisas inusitadas que podem acontecer.
Então, só pra chegar ao local da corrida você já precisa ter uma predisposição de atleta... se liga... domingo, as 6h da manhã, saí de casa, estacionei o carro, troquei uma idéia com flanelinha (se não ele risca o carro), caminhei até ponto de identificação dos atletas (que ficou muito longe do carro), fiz alongamento, aquecimento, entrei no meio da multidão, me posicionei entre os outros corredores... ate ai já estava tão cansado, que quando ouvi o sinal de largada... Mano... juro, naquele momento achei que iria ganhar uma medalha, mas ainda tinha 5 km pela frente. Nem vou me estender ao falar que correr no pelotão dos “humanos” é quase luta livre, pois, vale ombrada, cotovelada e jogo de corpo.
O curioso é que as recomendações profissionais para a corrida são: descanso, alimentação leve e saudável. E muita gente segue isso a risca (uns até exageram; tentam fazer, tudo o que não fizeram o ano inteiro, em dois dias), mas Eu fiz tudo ao contrario: na sexta-feira fui na pizzaria, no sábado rodízio de churrasco, a noite fui no aniversario do Glauber, só tomei cerveja e fui dormir 2h da manhã. A consequência apareceu nos primeiros 500 m da corrida. A cerveja começou a fermentar, as pernas começaram a doer e a prova virou uma “corrida com barreiras psicológicas” (crédito ao Ulisses), mas as ruas em São Paulo estão tão ruins que ao longo do percurso alguns corredores caiam quando pisavam nos buracos (“está lá mais um corpo estendido no chão”), logo virou uma “corrida com obstáculos” de verdade, comecei a desviar dos buracos e pular os corpos.
Mano...
se você esta impressionado com o que leu até agora, acredite ainda tem mais. Lembra que no primeiro parágrafo Eu disse que não bebi água? Isso é verdade. No “posto de água” (não sei se isso é normal, aliás essa foi a primeira vez que participei de uma corrida) estavam distribuindo garrafinhas de água e o pior era que as garrafas estavam FECHADAS... (pausa dramática)... Mano... Eu não tinha forças nem pra levantar os abraços... imagina pra segurar uma garrafa com as duas mãos e abrir uma tampa de rosca... Véi… na hora pensei que fosse uma pegadinha do Malandro... e depois de 3 km (enquanto passava correndo em frente ao meu carro) alguns começaram a passar mal e achei que iria passar mal também, e que não conseguiria terminar a prova. Mas nada que um apoio motivacional não resolva, apesar de todas as pessoas que faziam essa parte, o melhor incentivo foi reparar que um portão, de uma casa, se abria (para um carro estacionar) e dentro dessa garagem havia um cachorro “rottweiler” enlouquecido com a movimentação da rua... MANO... quando o portão se abriu completamente e ouvi o latido daquela besta o cansaço e a sede passou no mesmo instante, tive certeza que iria terminar a prova, talvez entre os primeiros. Bom... depois deste estímulo, nem preciso dizer que consegui concluir a prova. Outra curiosidade durante a corrida (talvez porquê não
estava acostumado), percebi que estava respondendo aos sinais de trânsito, tipo semáforos. A propósito em um cruzamento me peguei correndo mais rápido pro bonequinho de pedestre não ficar vermelho. Sabe o que foi mais impressionante? Mesmo correndo, Eu não consegui, o bonequinho ficou vermelho! Então percebi que pra ser pedestre em São Paulo você tem ter uma predisposição de atleta, (os semáforos em São Paulo foram feitos para atletas de alta performance) o que levou a pensar que tudo que havia passado pra participar deste evento, não era nenhuma novidade pro meu corpo, aliás, todo dia acordo de cedo, corro pra não perder o trem, enfrento vagão lotado, subo escadas e caminho pra chegar até a empresa e a noite faço tudo de novo pra voltar pra casa. Pensando assim acho que Eu devia ganhar uma medalha todos os dias a noite, quando chego em casa. Mas ainda assim gostei, no fim, foi uma boa experiência!
Bom pessoal, por hoje é só.
Forte abraço.
T+






Não falei que iria ser marcante? E o carboidrato da Pizza fez toda a diferença!
ResponderExcluirAno que vem tem mais, se prepare!
PS: O texto embaixo da foto da multidão correndo está muito pequeno
Concordo plenamente com a parte das medalhas diárias...na verdade acho que todos deveriam ganhar duas medalhas ao dia, uma pela manhã, pela força de vontade de sair da cama e encarar o transporte público...e outra ao chegar em casa, após sobreviver ao dia.
ResponderExcluirFiz duas dessas neste ano.
ResponderExcluirA primeira concluí no mesmo tempo que tu.
Na segunda fui melhor, mas...o chip não funcionou, fiquei sem registro de tempo e nem de velocidade, não devolveram meu dinheiro e nem me deram explicação até hoje. Circuito Fudidas. Literalmente, me deram uma banana. Na saída, junto com a medalha.