E ae mano e minas! Fmz? È nóis! Ando meio sumido, Eu sei. Imagino que os milhares de leitores e seguidores do blog estejam sentindo falta de novos updates (isso foi uma ironia), mas problema é que moro em São Paulo e como todo bom Paulistano ando muito ocupado. Morar em São Paulo é “broca” mano, não é fácil não, de fato a cidade é monstruosa tudo por aqui é superlativo, os prédios são grandes, eventos são grandes, a população é grande, o transito é grande (por causa do transporte publico que não é grandes coisas , não) logo requer que você tenha uma grande paciência e têm também um dos maiores esgoto a céu aberto do mundo – O rio Tietê – acho que só perde pro rio Gandhi, na Índia. (alias, qual a diferença do Rio Tietê e o Rio de Janeiro?).
Mano, o transito em São Paulo evolui de tal forma que não tem mais “Hora do Rush”, hoje temos “Dia do rush”, ou seja, zoado o dia inteiro, todos os dias. Um colapso generalizado de manha, tarde e noite – Tudo Junto e Misturado. O mais curioso é que você vê de tudo no transito, quando eu falo tudo, é tudo mesmo: carro, moto, ônibus, caminhão, trator, catador de papel, pedinte, criança, malabarista, palhaço, assalto, vendedor (jornal, fruta, flor, brinquedo, mapa, camisa de futebol, bebida, comida e até tóxicos), entregador de panfleto, um corpo de motoqueiro estendido no chão... enfim, tanta coisa que quando você para no semáforo, você não sabe pra onde olha, na verdade, você esquece que tem um semáforo e esse maldito vai ficar verde a qualquer momento e o mais impressionante que antes de abrir o semáforo, já tem alguém buzinando pedindo passagem (não sei porquê mas dizem que é carioca que faz isso) – “Orra mano, o que você quer que Eu faça atropele a criança dos malabares ou voe e fique em suspensão pra você passar por baixo?” – É capaz que um idiota desses passe pelo motoqueiro estirado no chão e buzine. E se isso acontecer, acredite, não vou ficar surpreso.
Tem gente que aproveita pra ler enquanto dirige, outros paqueram no transito (alias tem casais que se conheceram no congestionamento em alguma grande avenida), tem aqueles que cantam, tem casai que discutem, tem quem tira meleca do nariz e tem o pessoal que gosta de passar mensagens através de adesivos do tipo: “nóis capota mas num breca” , “sorria sua mulher me ama” e outros. Ainda na turma do adesivo, tem os orgulhosos e ai se destacam os Gays e os Gaúchos, não estou fazendo nenhum tipo de analogia (ou ANALogia) mas ambos colam sua bandeira na traseira do carro pra exibir seu orgulho e as vezes isso pode ser perigoso, porquê as vezes no meio de toda essa confusão fica difícil distinguir as bandeiras, pois, ambas são coloridas e tal. A propósito se tem tanto orgulho por quê veio?
Imagino que agora tem gente brava, falando algo assim: “... mas São Paulo tem maior parada Gay... a maior concentração de “viado” por metro quadrado...” e isso é verdade, como disse as coisas em São Paulo são muito grande, mas o que poucas pessoas sabem, segundo estatísticas, é que maior parte dos participantes da parada gay, vêm de outros estados. E quem já pegou a ponte área “São Paulo / Porto Alegre” sabe do que estou falando, tem muito Gaúcho que se transforma dentro do avião, durante o vôo. O cidadão faz “check-in” com um nome de homem e desembarca em São Paulo com nome de mulher, por favor, não me levem a mal isso foi só uma observação.
Se tem algo que realmente deixa um paulistano chateado é saber que somos uma cidade receptiva, acolhedoura e mesmo assim, recebemos pessoas de todo o Brasil e do mundo, e ainda assim falam mal mas continua chegando gente em São Paulo. Mano apesar de tudo Eu gosto de São Paulo, gosto de viver nessa cidade e confesso que tenho orgulho do estado. Mas infelizmente tem muitos que falam mal de São Paulo, assim como fiz, mas levam isso a sério. Dizem que é um lugar horrível, triste, violento, onde explora-se o imigrante e etc. Para os que pesam assim, com toda gentileza do mundo, volta para casa, tem que vir par cá quem realmente gosta desse ritmo, acredite, são pessoas como você que deixa a cidade bagunçada, pois, se não tivessem tantos que chegam na cidade diariamente, não existiria tanto transito, a economia não seria tão inflacionada, todos ganhariam bem, não haveria tantos desabrigados, todos aproveitariam melhor a cidade, o tempo, seus lares e suas famílias. E sua região não sofreria de falta de mão de obra, o comercio aumentaria e tudo funcionaria numa boa.
Alias, pensou que eu havia esquecido, não é? Ainda não sabe a diferença entre o Rio Tietê e o Rio de Janeiro? Não há diferença, ambos estão cercados por marginais e dentro está... daquele jeito. Ok, ok, peguei pesado mas confessa, você gostou. (É chato ouvir alguem que não conhece falar mal da sua cidade, não é?)
Bom pessoal, por hoje é só.
Forte abraço.
T+