domingo, 22 de agosto de 2010

Artistas de rua peruanos - mercado negro de etnias

E aê, blz? Fmz é nóis. Todo Paulistano, assim como Eu, tem que ouvir constantes brincadeiras com nosso sotaque. Pessoalmente acho que isso não existe, é sotaque de novela da globo. A propósito os únicos que conheço que tem esse sotaque são: o Maluf, o Supla e o Taumaturgo Ferreira. Mas se realmente for verdade, hoje não existe mais, pelo menos no centro da cidade.


"Orra... Meu"

Hoje o sotaque que se ouve é o “Espanarin” (espanhol+mandarin). Sério... têm tantos imigrantes na cidade que já tem chinês aprendendo português com colombiano. Mano... pra falar a verdade, têm lugares que nem o português estão falando mais, lugares onde você se sente estrangeiro, mas isso é um mero detalhe. Logo, podemos perceber que há um aumento no número de grupos peruanos que tocam músicas típicas (músicas do Kenny G. também vale) com flautinhas de bambu, que dançam e vendem CD’s, e esses peruanos nem sempre são peruanos de verdade, no meio tem muitos colombianos, venezuelanos, paraguaios e já vi até chinês, mas os “china” estão empresariando os artistas.



Esse negócio de grupo de rua com américo índios que tocam flauta de bambu e tal... parece um negócio lucrativo. Numa boa... suspeito que rola tipo um “franchising”, você negocia com algum “china” (que empresaria a arte – hahaha) e no pacote você leva 4 músicos com seus instrumentos, figurino peruano, um lote de 300 CD’s, um gerador de energia a gasolina e se for um bom negociador leva o figurino de índio norte americano que inclui cocar (ninguém vai saber diferenciar se é da América do sul ou do norte) e com esse figurino extra imagino que você pode usar para diversificar a agenda de shows e quem sabe ate fazer uma turnê internacional (o que pude presenciar quando morei no exterior e me deixou confuso).





Suspeito que rola um “mercado negro de etnias”, me deixa explicar, assim como Hollywood usa atores japoneses pra fazer papel de vietcong, mexicanos pra fazer papel de brasileiros, indiano pra fazer papel de... indiano mesmo... indiano só pode ser indiano... desconfio que tem grupos de artistas peruanos, se passando por índios brasileiros e oferecendo o serviço de figuração em movimentos do sem terra, protesto da mata atlântica ou floresta amazônica. Isso não deixa de ser um jeito de explorar os negócios complementares. Não sei porquê mas isso me parece errado.


Então... quando você ver um desses grupos por ai e comprar um CD ou uma flauta de bambu lembre-se que você pode estar financiando a pirataria de culturas.

Bom pessoal, por hoje é só.

Forte abraço.

T+

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